quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cria... Evolução?


Por algum motivo, a evolução me excita mais do que a criação. Pois originalmente nada se nasce ou se cria em um estado perfeito, mas através da evolução se torna possível atingir a parte mais alta da escadaria que ela, a perfeição, nos permite alcançar — falo da quase-plenitude, da quase-impecabilidade.

Todavia, a evolução é um estado constante e quase nunca terminável.
A criação também tem seus méritos, entretanto, para mim, agrada-me muito mais ver algo se transmutar do que se originar. Principalmente em termos humanos.

Embora nada evolua sem antes nascer, o processo de mudança é muito mais testemunhável e palpável que qualquer outra coisa. É a vida em si, e, como ela, sugere um valor de possibilidades colossal. No que evolui, existe a incerteza de nunca mais se encerrar, porque a criação de algo acontece apenas uma vez, mas na evolução há tantas formas e estados que se torna impossível de desconhecer e negar. Numa mudança positiva, e em cada progresso dela, algo se torna um pouquinho mais perfeito e, consequentemente, melhor. O que antes poderia ser nada, transforma-se em tudo. Os polos se invertem, a vida abençoa. E inclusive numa alteração negativa, uma condição ou estado nunca serão os mesmos. O que seria de nossa espécie, da existência, do universo ou até do tempo se tudo fosse estático e nada se movesse, nem para frente, nem para trás?

Também amo criar — afinal não existiria nada sem este processo —, porém não tanto quanto evoluir. A evolução é uma benção. Abrandá-la é fechar a torneira de uma ação.

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