terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Talvez Você Queira Saber

















Eu recebi um convite. Convite estranho, eu diria.
Em seu corpo, nada realmente relacionado à minha teoria.
Talvez eu tenha ficado frustrado,
Ou, no fim das contas, apenas irritado.

Mas havia admiração, ah, como havia!
Embora embaçada, ela estava ali.
Engraçado, eu disse, era tudo que eu concluí.
A promessa desagradável tornou-se afável.

No ténue brilho da essência, este destino era inevitável.
Vagando num silêncio soturnoi da mente,
A minha única saída transformou-se em um desejo poético e inocente.
E agora, eu pensava, como posso fazer?

Se todos os tiros precisam valer a pena, uma escolha eu havia de conceber.
Para isso eu não precisei pensar
Pois a melhor maneira de escapar é, com certeza, não planejar.
A luz voltará a brilhar
Se um dia eu me afastar?

Talvez você queira saber, responda-me, então, pra valer:

Você o encontrou?

domingo, 8 de janeiro de 2017

Porque a inércia é o meu TOC

zerochan link


Depois de muito tempo, eu finalmente consegui parar de pensar, porque a inércia é o meu TOC.

Fora somente por um momento, mas nele estava incluído um sentimento singular, palpável e nostálgico, que jazeu empoeirado por anos nas raízes de minha essência e de minha vida cotidiana. Fora o que conhecemos e chamamos de "viver". Neste breve período de deleite, eu apenas preocupei-me em movimentar o meu corpo, observar as paisagens à minha volta e conversar, sem nenhum filtro de introspecção.

sábado, 8 de outubro de 2016

O Horizonte Mais Belo de Todos!

Três cavalinhos encontraram três estradas. Cada estrada um terreno diferente que levava a um lugar diferente. Dois dos três animais seguiram pelo terreno menos árido, enquanto o terceiro escolheu o caminho com o horizonte mais bonito; embora, para sua infeliz escolha, com um solo extremamente infértil e seco.

Na metade do caminho escolhido pelos dois cavalos, eles se depararam com um enorme campo, de relva farta e verdejante, e pequenos lagos, satisfazendo assim as suas fomes e sedes. Já o cavalinho solitário, por mais milhas que tenha percorrido, tudo que havia à sua frente era a outra metade da estrada para ainda se galopar, cercada com paisagens rochosas e apáticas; mas o nobre cavalinho sabia, ah, ele sabia, que o horizonte de seu caminho era o mais bonito de todos e, isso, acima de tudo, superaria qualquer dificuldade pelas quais passou ou eventualmente passaria. Os outros cavalos? Bom, eles aproveitariam o caminho, mas nunca o resultado final!

E, com esse instinto em seu cérebro animalístico, o nobre cavalinho solitário continuou a sua jornada, enfrentando o calor intenso, chuvas repentinas, ventos frios e diversas outras brincadeiras do clima. Lutou contra a fome, lutou contra a sede, lutou contra as dores musculares, os insetos, o terreno, tudo!

Os dois cavalos engordaram, o nobre cavalinho solitário não. Os dois cavalos podiam galopar em alta velocidade sem nenhum cansaço, o nobre cavalinho solitário não. Os dois cavalos já estavam chegando no final de seus objetivos, o nobre cavalinho solitário não, pois já havia morrido antes mesmo de ver o horizonte de perto. E toda poeira ácida o enterrou naquele ambiente sem vida.

Quando os cavalos finalmente pararam, já estavam onde queriam. E em que lugar bonito eles estavam! O oásis dos cavalos, eu diria. Era o horizonte que o nobre cavalinho solitário inocentemente enxergou. O horizonte que mesclava ilusoriamente com a estradazinha ruim que não levava a lugar nenhum, senão à morte. Mas quem pode culpá-lo? Paisagens vivem se misturando! É uma confusão danada!

Os cavalos viveram muito naquele lugar verde e encantador. E pode se dizer que morreram de velhice. E satisfeitos! Como ficaram! Espalharam os seus genes e já haviam cumprido com o seu dever de animal. Se precisavam de algo mais, seria, com certeza, a companhia de seu querido amigo, jazido a sete ou mais palmos da terra.

Mas ele havia tomado sua decisão, afinal, se tivesse vivido o suficiente para enxergar a real aparência de seu horizonte, pobre cavalo, morreria ainda mais infeliz.


sábado, 24 de setembro de 2016

A Nossa Primeira Vez


Não há primeira vez perfeita. Sim, soa horrível ter que ler palavras assim e, acredite, soa horrível até mesmo escrever palavras assim, mas, baseando-se na minha vida e na da maioria das pessoas, senão todas, não há uma primeira vez perfeita. Não importa o que seja. A primeira vez sempre servirá como o alicerce de um prédio. Pense comigo: no futuro, isto o sustentará, mas não constituirá todo o seu corpo. Apenas fará parte. É o que é, naturalmente. Além disso é ampliação ficcional.

Para provar isto não se precisa de muito, basta retrogradar por um breve momento de sua vida e adentrar numa lembrança. Imagine, você, algo em que seja bom. Pode ser qualquer coisa. Como tocar violão, escrever, jogar vôlei, fotografar, desenhar, enfim, qualquer coisa. Tudo bem, agora que você tem algo em mente, retroceda. Sim, volte até o início, para a época em que você descobriu que podia fazer isto que faz, desta maneira que faz, atualmente. Consegue ver que suas habilidades atuais sobrepujam a sua primeira tentativa? E é claro, para tudo que você pensar, verá isso. Por quê? Oras! Porque o mundo não para de evoluir. Há um ditado popular — ou talvez seja popular apenas para mim — que diz que todo indivíduo possui um mundo próprio em sua cabeça.

Mesmo parados, nosso corpo, internamente, está a todo vapor. Poderá estar tirando um bom cochilo que uma inércia plena não o atingirá. Graças a isso, por melhor que você possa começar algo, este algo não será perfeito. E não é só porque a perfeição não existe  — ou não está ao alcance — para nós, seres humanos, mas sim porque você provavelmente irá evoluir e os seus critérios irão mudar. Para quem está agindo constantemente, a mudança é quase imperceptível, pois a mente humana é tão adaptativa ao ponto de interpretar cada pequena evolução como um estado natural. Você não percebe até ver o quão, mais uma vez, natural é em executar a tarefa em que se dispusera a aprender. O que causa o famoso sentimento de humildade pós-questionamento. Uma pessoa indaga a você:

— Como você pôde se tornar tão bom nisso?

E você responde:

— Sinceramente, eu não sei dizer. O que sei dizer é que não sou tão bom assim como você pensa.

Mas você é.

Ou a pessoa diz: Você é talentoso.

Mas não é, porque não existe talento e, sim, vários tipos de inteligência e habilidade.

Acredite, fico constrangido em afirmar algo tão obvio. Porém, uma coisa que não consigo entender é o porquê das pessoas, mesmo sabendo desta obviedade, continuarem a desistir, no início, de seus sonhos, ou de seus objetivos, ou de seus projetos, ou mesmo de suas interações humanas, pois acabou não saindo do jeito que queriam. Em outras palavras: não saiu perfeito. Claro que não sairia! O cérebro sempre imagina uma situação "perfeita", ou, no mínimo, agradável. Esta é a maneira que sua mente "presente" pensa. Mas sabemos que ambas situações são improváveis, principalmente a primeira. No cérebro há nebulosidade em excesso.

E, então, o que se pode concluir disso tudo? Bom, que primeiras vezes não são feitas para se concluir, mas sim para se começarem, como aparenta ser. Elas fazem você ter dúvidas e, às vezes, até se sentir mal. Ela mostra o que pode ser e não o que é. E para isso você precisa de apenas um pouquinho de fé.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Espírito do Vento, de Paulo Gomes - PDF Gratuito


Do dia 14 de Agosto a 14 de Setembro de 2016, o livro O Espírito do Vento, de Paulo Gomes, em formato PDF, poderá ser baixado na íntegra GRATUITAMENTE! 

Para fazer o download é simples: 
▓ Basta acessar este link: http://goo.gl/x03w23
 Preencher o formulário com as suas informações:
























▓ E fazer o download imediatamente.

























O Espírito do Vento é um romance de ação e aventura de Paulo Gomes. Publicado em fevereiro de 2016 no site do Clube de Autores e da AgBook.

Sinopse: Um inventivo estudante adentra indiretamente a uma complexa rede de tráficos de diamantes liderados por pessoas que conhece, usando de sua engenhosidade para salvar a sua vida, a de seus amigos e desmantelar o mal. Será que não podemos confiar nem mesmo em nosso professor preferido?

Informações úteis: 
│Página do livro no Facebook: https://goo.gl/GgeyLV

│Caso tenha interesse em adquirir a cópia impressa da obra O Espírito do Vento, acesse o site do
Clube de Autores: http://goo.gl/HhKOc9

Skoob!https://goo.gl/60YIfd

│Site oficial do autor: http://goo.gl/ujHZlc

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Estrada Sem Começo


Há uma pergunta recorrente na maioria dos seres humanos. Esta pergunta, perpétua da sua maneira, é tão longínqua quanto o início da humanidade. Possui suas variações, seus motivos e, principalmente, a sua lógica, mas, em suma, é sempre a mesma coisa, indiferentemente de sua religião, cultura, crenças, conceitos ou personalidade. É a mesma coisa. O que é, então?

Qual é a minha importância para o mundo? 

Ou a famosa variação:

Qual é o meu objetivo de vida? 

Bom, então eu lhe respondo: nenhum. A única importância que deve ser frisada é se isso ou aquilo é importante, para, adivinhe, você. Sim, aqui estamos na velha filosofia egoísta. A vida é o presente. Não há futuro, nem passado, há memórias e previsões. Você, ou eu, ou mesmo aquele individuo admirante da massa, num resumo bem banal, não vai significar nada para o mundo, pois ele vai morrer e levar consigo todos os seus feitos. A longo prazo, não existirá legado e nem mesmo alguém para se lembrar daquilo que um dia orgulhosamente fora feito. Por quê? Porque a morte é o único objetivo da vida. 

Então, eu prefiro a variação: qual é o meu objetivo de vida? Assim tornam as coisas mais práticas, não concordam? Você passa do pensamento puro de altruísmo e foca no que é importante para sua jornada: você mesmo. Até porque — e isso podemos ver no mais profundo da psique humana —, mesmo sendo altruístas de vez em quando, não fazemos isso com o objetivo de nos sentirmos melhor e, posteriormente, vermos que esse ato bom pode reduzir o sentimento de vazio? Pois cada ser humano possui seu próprio buraco. Talvez para amenizar a culpa, ou por obrigação, ou, talvez, para soterrar a crueldade aleatória da existência. Tudo em prol da consciência limpa. E só. Que se dane o restante das pessoas. Ajudou? Este é o importante. Não importa se, mais tarde, as coisas apenas desenrolaram em desgraças.

Não há altruísmo verdadeiro. Altruísmo é um bode expiatório para o egoísmo.

E o quão babaca seria eu se afirmasse que este texto é uma verdade universal? Afinal, graças a infinidade de mentes pensantes, 7 bilhões de pessoas, ou pelo menos a maioria capaz de pensar e raciocinar, não há verdade universal. Cada um vive com sua própria verdade, mesmo o universo, num mundo feito de ilusões. 

Mas não posso deixar de afirmar que toda a existência é egoísta. E se toda existência é egoísta, não há respostas para a pergunta: qual é a minha importância para o mundo?   

Por que eu afirmo isso? Ei, a vida é basicamente sobrevivência, certo? Tudo no universo luta constantemente para sobreviver. Até mesmo bactérias, microscópicas, menor do que você consegue imaginar, estão por aí, através de seu corpo, de sua casa, lutando para sobreviverem. Em boa parte da história, a sobrevivência pode não parecer egoísta, já que as suas grandes vitórias são conquistadas graças ao coletivo, ao conjunto de inúmeros seres visando a segurança de suas vidas e lutando por elas. É aí que está a chave para a resposta. Pois, o coletivo, como uma estratégia de combate, é usado para, adivinhe de novo, manter a sua vida com mais segurança e efetividade. Claro, há idiotas que lutam — ou lutavam — quase que integralmente por outros, mas estes basicamente não estão vivendo, apenas flutuando e respirando. E mesmo eles não querem morrer.

Como a morte é assustadora e implacável, ela obriga a todos os seres darem um jeito. Ah! Existem os suicídios. Pretensão minha dizer que um suicida é egoísta? Eu tenho consciência da existência de problema psicológicos, depressão, fatores psíquicos que levam uma pessoa a encerrar a sua tristeza definitivamente. E também tenho consciência dos fatores externos, da pressão extrema que o cotidiano e as causalidades criam a um ser humano, levando ao ato de Bang!, estourar os miolos. Mas o suicídio ainda é um meio para se livrar da dor. Que dor? As dos outros seres? Não, a sua. Embora existam suicídios coletivos, um suicídio é sempre feito por si mesmo, senão seria homicídio. Então é egoísta. E covarde — embora eu admire que é uma solução eficaz. Você quer se livrar de algo que te incomoda, então você se mata. Senão você mataria aquilo que te incomoda. Egoísmo, mais uma vez. Neste caso, esqueça o certo ou o errado, ou o bom e o ruim, para o mundo, é tudo apenas uma cadeia de eventos desenrolantes. Trágicos e felizes, depende da ótica.     

Enfim, enrolar é uma benção, mas me propus a responder a variação: qual é o meu objetivo de vida?, então irei responder. A princípio de tudo, o seu objetivo de vida é impossível de ser determinado por mim, é algo que você decide por si mesmo. Mas, num sentido vago, seu objetivo de vida é simplesmente o prazer. Não há surpresas. Eu falo de todas as variações do prazer, não apenas do sexual. — Foda-se — é o certo a dizer; estamos cada vez mais perto de conhecer o fim, portanto não há, e não deve ter, limites. 

"Ridículo!", você exclama, "A sociedade naturalmente me impõe limites. E a você também. Como poderíamos fazer o que quisermos?"

Existem leis. Universais. Existenciais. Penais. Existem leis para tudo. Ter leis já é uma lei para a existência. E, naturalmente, é impossível quebrar algumas delas, pois, em sua ausência, o caos, enraizado em todos nós, ficaria extremamente visível. Um dos pilares para evitar o descontrole é a justamente a ética e a moral. Não distorcidas. E digo isso porque se há um padrão de ética e moral na maioria dos seres humanos, qualquer dessemelhança já é distorção. Isto também é uma lei. Ou uma ilusão absoluta.

Então não há, e não deve ter, limites para a expansão de sua mente. Ela te proporcionará coisas fantásticas, como exercer a profissão que você sempre quis ou satisfazer o seu maior desejo de ação. 

A parte interessante é visualizar a sua estrada sem começo. Este, um espaço individual, é complexo. Você olha para a frente e apenas vê pedaços da estrada, pedaços distintos e de várias formas, flutuando linearmente para o que parece ser a frente. Mas, quando você olha para trás, não há nada. Não há começo ou mesmo fragmentos de um início, não porque você nunca teve uma origem, mas porque o começo sempre se dissolvia a cada passo que você dava. Como a areia de uma ampulheta. E neste lugar, há apenas uma área sólida e firme. Onde você está. E onde você está é permitido que você faça o que quiser. Pois este é o seu objetivo de vida.